Reunião consolida interlocução técnica e apresenta modelos modernos de autorização a partir de março.
A Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear e Imagem Molecular (SBMN) participou, em 27 de fevereiro, de uma reunião do ciclo periódico de interlocuções institucionais com a Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN). A agenda concentrou-se na modernização e no aperfeiçoamento das condições regulatórias e operacionais sobre a prática da Medicina Nuclear no país, com ênfase em previsibilidade e sustentabilidade do setor.
Na sede da Autoridade, no Rio de Janeiro, estiveram presentes, pela entidade científica, a Presidente, Dra. Elba Etchebehere, e a Segunda Secretária da diretoria da SBMN, Dra. Flávia Lopes. A equipe técnica do órgão regulador contou com a Diretora de Instalações Radiativas e Controle, Lorena Pozzo, a Assistente Técnica, Samira Carvalho, a Coordenadora-Geral de Instalações Radiativas, Camila Salata, e a Chefe da Divisão de Medicina e Pesquisa, Bárbara Rodrigues.
Entre os temas debatidos, estiveram propostas relacionadas ao transporte de radiofármacos e a alternativas logísticas voltadas à distribuição mais ágil e homogênea desses insumos em todo o território nacional. A discussão ganha relevância diante dos impactos provocados por restrições operacionais impostas por transportadoras, assunto que motivou, em janeiro deste ano, o envio de relatório técnico da SBMN à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) para subsidiar a seção de perguntas frequentes da Global Nuclear Safety and Security Network sobre o fenômeno conhecido como Denial of Shipment (DoS).
Durante a reunião, a ANSN apresentou, ainda, novos modelos de autorização que entrarão em vigor a partir de março, com a finalidade de conferir maior racionalidade aos trâmites regulatórios e atualizar procedimentos administrativos. “A previsibilidade normativa e a revisão de fluxos administrativos são medidas que dialogam com a realidade dos serviços e contribuem para maior estabilidade no planejamento das atividades clínicas”, comentou Etchebehere. A dirigente ressaltou que a interlocução contínua com a Autoridade permite alinhar demandas da área às diretrizes de proteção radiológica.
Para a Dra. Flávia Lopes, a construção conjunta de soluções técnicas configura um avanço concreto no aprimoramento das rotinas clínicas em Medicina Nuclear. “O transporte desses insumos apresenta especificidades que demandam compreensão técnica e coordenação institucional. A abertura ao diálogo qualificado viabiliza encaminhamentos mais consistentes e alinhados às necessidades assistenciais”, afirmou.