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Detecção de fumaça leva à interrupção temporária do reator de pesquisa IEA-R1

Instalação do IPEN/CNEN passará por avaliação técnica antes da retomada das atividades.

A Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear e Imagem Molecular (SBMN) informa que foi registrada, no dia 23 de março, uma ocorrência técnica na sala de controle do reator de pesquisa IEA-R1, localizado no Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN/CNEN), em São Paulo. O episódio levou à interrupção preventiva da unidade, que permanecerá inativa até a conclusão de análises que confirmem condições adequadas para a retomada segura das operações.

De acordo com nota do IPEN/CNEN, o sistema automático identificou fumaça por volta das 15h, acionando imediatamente os protocolos previstos. Equipes internas, em conjunto com o Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo (CTMSP) e o Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo, atuaram no local. A alimentação elétrica do prédio foi desligada e medidas operacionais foram adotadas conforme as diretrizes de segurança.

Segundo informações oficiais, inspeções conduzidas pela Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN) indicaram ausência de contaminação radioativa na área afetada, após análises realizadas pela equipe de radioproteção. A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB) também foi mobilizada para o monitoramento da qualidade do ar no ambiente interno, com suporte técnico já em funcionamento.

O IEA-R1 integra a infraestrutura responsável pela produção de radioisótopos utilizados na área da saúde, incluindo o lutécio-177, empregado em terapias contra câncer de próstata e tumores neuroendócrinos. No momento do incidente, o reator não estava em funcionamento, e os painéis atingidos não estavam em uso.

A SBMN acompanha o caso, reconhecendo a atuação coordenada das equipes técnicas e dos órgãos responsáveis. A retomada das atividades dependerá da apresentação de relatório e da validação das condições operacionais, seguindo padrões regulatórios vigentes.

Para mais informações, acesse o comunicado oficial da Comissão Nacional de Energia Nuclear.

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