Em Viena, entidade articula parcerias internacionais em busca de maior equidade no acesso à Medicina Nuclear.
Realizado de 17 a 21 de outubro, em Viena, na Áustria, o 39º Congresso Anual da Associação Europeia de Medicina Nuclear (EANM, na sigla em inglês) conta com a participação da Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear e Imagem Molecular (SBMN). Filiada à EANM, a SBMN passou a compor um grupo seleto de sociedades médicas de fora da Europa, o que concede à Sociedade voz nas deliberações da Assembleia Geral e contato com as principais tendências da Medicina Nuclear europeia.
“Agradecemos à EANM pela interlocução, que valoriza o intercâmbio de experiências e a circulação de conhecimentos em benefício da Medicina Nuclear do Brasil e da América Latina, com reflexos na prática clínica e na formação de especialistas na região”, afirma a Presidente da SBMN, Dra. Elba Etchebehere, ao lado da comitiva brasileira no Congresso Anual da EANM.
A programação em Viena incluiu encontros entre as direções do EANM e da Federação Mundial de Medicina Nuclear (WFNMB) sobre ações em conjunto com a Organização Mundial da Saúde (OMS) em prol da divulgação da Resolução WHA 78.13, que reconhece a imagem médica como pilar universal da saúde.
Na Assembleia da WFNMB, que acontece anualmente no Congresso da EANM, a Presidente da SBMN confirmou o Congresso Mundial da WFNMB, previsto para 2030, no Rio de Janeiro, que ocorrerá em conjunto com o Congresso da Associação Latino-Americana de Sociedades de Biologia, Imagens Moleculares e Medicina Nuclear (ALASBIMMN).
A agenda em Viena também incluiu reuniões entre a EANM e a ALASBIMMN para renovar o Memorando de Entendimento. As tratativas contemplaram possibilidades de cooperação em educação médica continuada, intercâmbio científico e promoção da especialidade na Europa. Na ocasião, a comissão latino-americana divulgou o Congresso da ALASBIMMN de 2028, tendo como sede o Uruguai.
Paralelamente, a SBMN participou das atividades da Nuclear Medicine Global Initiative (NMGI), que abordaram questões de interesse mundial, como desafios logísticos no transporte contínuo de radioisótopos e radiofármacos, manejo de crianças com neuroblastoma (câncer que se origina em células nervosas imaturas) e impactos das mudanças na carga global do câncer sobre a formação de profissionais da área.
“A NMGI articula esforços internacionais para harmonizar a disponibilidade da Medicina Nuclear entre as nações. A atuação da SBMN nesse fórum leva as demandas brasileiras e de toda a América Latina ao cenário mundial, estimulando a construção de soluções para melhorar as condições de atendimento aos pacientes”, finaliza Etchebehere.