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Brasil sediará Congresso Mundial da World Federation of Nuclear Medicine and Biology em 2030

Anúncio reforça compromisso da SBMN no fortalecimento da Medicina Nuclear brasileira com a realização de grandes eventos internacionais.

O Rio de Janeiro foi oficialmente escolhido para sediar o World Congress of the World Federation of Nuclear Medicine and Biology (WFNMB) em 2030, uma das principais conferências internacionais da área. Conduzida pela Presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear e Imagem Molecular (SBMN), Dra. Elba Etchebehere, pelo Diretor de Ética e Defesa Profissional, Dr. Dalton Anjos, e pelo Primeiro Tesoureiro, Dr. Allan Santos, a candidatura foi apresentada na Assembleia da Federação Mundial de Medicina Nuclear, realizada no Congresso da European Association of Nuclear Medicine (EANM), em Barcelona, Espanha, no último dia 6 de outubro.

“Gostaríamos de expressar nossa sincera gratidão aos mais de 30 países membros que votaram e apoiaram a candidatura do Brasil, à Diretoria da WFNMB pelo suporte durante todo o processo e ao Conselho Consultivo da SBMN, cujo engajamento foi determinante para levar adiante essa iniciativa”, afirma Etchebehere. Para ela, esse reconhecimento resulta de um esforço coletivo que demonstrou a importância da colaboração internacional e o comprometimento da comunidade científica brasileira com a Medicina Nuclear.

“É uma conquista que advém da colaboração integrada de quem atua na Medicina Nuclear em todo o país. Agradeço a todos os profissionais e instituições que contribuíram para esse resultado histórico”, acrescentou a Presidente da SBMN após a confirmação da escolha. O evento reunirá milhares de especialistas de diversas partes do mundo, favorecendo o intercâmbio científico e a evolução da especialidade na América Latina.

O Congresso Mundial da WFNMB será realizado no Brasil pela primeira vez, marcando prestígio acadêmico e relevância política, com impactos em diplomacia, ciência e tecnologia. O encontro projeta a visibilidade nacional junto à comunidade global de Medicina Nuclear, realçando a imagem do país como referência em tecnologias nucleares pacíficas e voltadas à saúde.

A programação cria oportunidades de cooperação com organizações internacionais, como a Agência Internacional de Energia Atômica (International Atomic Energy Agency – IAEA) e a Organização Mundial de Saúde (OMS), permitindo o alinhamento de pesquisas, regulamentações e intercâmbio técnico. Internamente, o evento contribui para a modernização de normas e protocolos em Medicina Nuclear, além de incentivar a adoção de boas práticas e elevar o padrão científico e clínico das instituições brasileiras.

Do ponto de vista da saúde pública, a realização da WFNMB 2030 evidencia a necessidade de ampliar o acesso a diagnósticos e terapias de Medicina Nuclear em diferentes regiões do país e expandir a produção nacional de radioisótopos e insumos prioritários. No âmbito econômico, tende a atrair investimentos e posicionar o Brasil como um polo regional de Medicina Nuclear e Imagem Molecular, gerando impactos tecnológicos, científicos e sociais duradouros.

A escolha do Brasil para receber a WFNMB reforça o papel de liderança que o país vem exercendo nos debates e avanços internacionais da Medicina Nuclear. Em abril de 2026, seremos anfitriões do TAT 13 – International Symposium on Targeted Alpha Therapy, que ocorrerá no Rio de Janeiro junto ao 19º Simpósio Edwaldo Camargo – Beta Therapy. Igualmente, a SBMN já assegurou a realização, em território brasileiro, do Congresso da Associação Latino-Americana de Sociedades de Biologia e Medicina Nuclear (ALASBIMN).

Com a WFNMB 2030, o Brasil se consolida como ponto de encontro para pesquisadores e profissionais dedicados à inovação diagnóstica e terapêutica. A programação deve aumentar o intercâmbio internacional e facilitar o acesso da população a novas tecnologias e aplicações clínicas. Mais do que um evento de prestígio, trazer a WFNMB para o território nacional é como um catalisador para reformas políticas, investimentos estratégicos e desenvolvimento institucional da Medicina Nuclear, confirmando o país como protagonista na ciência e na saúde global.

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