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Nova tabela do SUS inclui TSH recombinante e destrava acesso a terapias oncológicas

Atualização divulgada pelo Ministério da Saúde impacta cuidado oferecido pela Medicina Nuclear a pacientes com câncer.

A entrada do TSH recombinante na nova tabela de financiamento do Sistema Único de Saúde (SUS) marca um avanço para a Medicina Nuclear e para o cuidado de pessoas com câncer de tireoide no Brasil. A medida foi anunciada pelo Ministério da Saúde em 15 de maio, dentro de um pacote considerado a maior entrega já realizada pela rede pública na área oncológica, com a chegada de 23 medicamentos de alto custo, financiamento inédito de cirurgias robóticas oncológicas e acesso expandido à reconstrução mamária.

Para a Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear e Imagem Molecular (SBMN), a inclusão do TSH recombinante na tabela SUS representa uma mudança aguardada há anos por equipes médicas e pacientes acompanhados pela especialidade. O fármaco é uma versão sintética do hormônio tireoestimulante e permite aumentar a captação do iodo radioativo sem a necessidade de suspensão da reposição hormonal tireoidiana, evitando que o paciente desenvolva hipotireoidismo durante exames e terapias.

Na prática clínica da Medicina Nuclear, o uso do TSH recombinante proporciona maior conforto ao longo da investigação e do tratamento, já que reduz sintomas relacionados à retirada hormonal, como fadiga intensa, sonolência e lentidão cognitiva. Além disso, a substância auxilia na realização da radioiodoterapia, da pesquisa de corpo inteiro com iodo radioativo e da dosagem estimulada de tireoglobulina, contribuindo para o acompanhamento terapêutico e a avaliação da doença.

Segundo o Ministério da Saúde, a nova política projeta crescimento de 35% na oferta desses medicamentos na rede pública, com impacto estimado para 112 mil pacientes. A iniciativa enfrenta um problema histórico, visto que diversos tratamentos oncológicos de primeira linha haviam sido incorporados ao SUS, mas aguardavam uma década pela definição de financiamento. Entre os 18 tipos de câncer contemplados estão mama, pulmão, leucemia, ovário e estômago.

Por meio de sua Diretoria, a SBMN tem atuado continuamente pela incorporação de tecnologias da Medicina Nuclear ao SUS. Entre os resultados recentes monitorados pela entidade está a aprovação, pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (CONITEC), da tomografia por emissão de pósitrons (PET/CT) para pacientes com câncer de mama metastático. Ações desse tipo impulsionam a modernização da assistência oncológica na rede pública e aproximam os pacientes brasileiros de recursos diagnósticos e terapêuticos já consolidados internacionalmente.

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