Discussão ocorreu em 21 de outubro na Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados.
A Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear e Imagem Molecular (SBMN) participou, no último dia 21 de outubro, de Audiência Pública realizada pela Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados para discutir o tema “Uso da protonterapia no Brasil”. A reunião integrou as atividades da Subcomissão Especial de Prevenção e Controle do Câncer e foi presidida pelo Deputado Paulo Foletto (PSB-ES), que conduziu o debate sobre os avanços no tratamento oncológico no país.
A Presidente da SBMN, Dra. Elba Etchebehere, representou a entidade e também a Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Durante sua fala, destacou a integração entre a Medicina Nuclear e a radioterapia e o potencial de inovação do projeto do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM).
“O que o CNPEM propôs é algo formidável, porque otimiza o tratamento a partir da aceleração do feixe para irradiar o tumor. Nessa faixa menor de energia, é possível produzir radioisótopos. A Medicina Nuclear não existe sem radioisótopos, e ainda não temos produção nacional em larga escala. Temos o projeto do Reator Multipropósito Brasileiro, já em construção, que aguardamos ansiosamente, mas é fundamental ampliar a produção de radioisótopos em diferentes regiões do país”, afirmou.
Ao final, a Presidente da SBMN manifestou seu reconhecimento pela oportunidade de participar do debate. “Foi uma satisfação contribuir com a visão da Medicina Nuclear nesse importante diálogo sobre o futuro do tratamento oncológico no Brasil, e agradeço à Comissão de Saúde, ao Deputado Paulo Foletto e aos colegas das diferentes instituições pela iniciativa”, completou.
A Audiência contou ainda com representantes do Ministério da Saúde, da Sociedade Brasileira de Radioterapia (SBRT), do CNPEM, da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) e da UNICAMP, que discutiram perspectivas para a incorporação da protonterapia na rede de atenção oncológica brasileira.
A protonterapia é uma das abordagens mais avançadas no tratamento do câncer, pois usa feixes de prótons capazes de atingir as células tumorais com alta precisão, o que reduz a exposição dos tecidos saudáveis e os efeitos colaterais. A tecnologia representa um avanço relevante para as terapias de alta precisão no país.