Exames estão utilizando menos radiação, são mais exatos e menos demorados, o que ajuda no sucesso do tratamento e na qualidade de vida do paciente

De acordo com dados da Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH), cerca de 70% da população mundial não sabe o que é linfoma, tipo de câncer que acomete o sistema linfático ou imunológico. 


O Instituto Nacional do Câncer (Inca) estima que mais de 14 mil brasileiros foram diagnosticados com linfoma em 2021. Surgimento de um caroço diferente no pescoço, axila ou virilha, cansaço, febre, suor noturno e perda de peso sem razão aparente são alguns dos sintomas.

 

“Esses caroços se diferem dos que temos por estar com infecção de garganta, por exemplo, pois os linfomas costumam ter um aspecto mais endurecido e um crescimento rápido”, explica a Dra. Adelina Sanches, membro da diretoria da SBMN. 

Tipos de linfomas e diagnóstico 

Os linfomas são subdivididos em diversos subtipos, porém, dois se destacam: o linfoma de Hodgkin e o linfoma não Hodgkin (esse é mais agressivo). Apesar de ambos surgirem em qualquer faixa etária, o Hodgkin é mais comum na idade adulta jovem (dos 15 aos 40 anos). Já Não-Hodgkin, que inclui mais de 20 tipos diferentes de cânceres, incide particularmente entre pessoas acima de 60 anos de idade, por razões ainda não esclarecidas.

Para realizar o diagnóstico preciso do linfoma, o exame chamado PET-CT é uma excelente ferramenta, explica a Dra. Adelina Sanches: “A maioria dessas doenças, quando têm alta taxa de proliferação (o que é comum) e consomem muita glicose. Elas usam o açúcar para prover energia para o crescimento / proliferação das células malignas, e é exatamente essa característica que se traduz no PET-CT. O exame consegue detectar doença em estágios precoces, mapear no corpo inteiro a doença avançada e sendo ainda capaz avaliar as respostas aos tratamentos bem cedo, motivos pelos quais somos reconhecidos por instituições internacionais no manejo dos linfomas”.


Por isso, os pacientes com linfomas, em cenários ideais, realizam um PET-CT antes, no meio (interim) e depois do tratamento – para avaliar se as terapias foram bem sucedidas. 

Além disso, a realização do exame pode ajudar a definir quantos ciclos de quimioterapia o paciente fará ou se ele precisa fazer radioterapia como reforço, por exemplo.

“Geralmente, realizamos de três a quatro PET-CT ao longo da vida de um paciente com linfoma. Um no início, para se diagnosticar com precisão a extensão da doença; no meio do tratamento para ver o quanto este está sendo eficaz; o terceiro, no final do tratamento, para ver se o paciente está realmente curado; e pelo menos mais um, ao longo da vida do paciente, para ver se o mesmo está bem, de fato, e descartar a possibilidade de uma recidiva”, aponta a médica.

Outro benefício apontado pela Dra. Adelina é o tempo gasto para a realização do exame. Antes, o tempo médio que o paciente ficava realizando o exame era de 30 minutos. Atualmente, este tempo caiu para uma média de 15 a 20 minutos. “Isso traz qualidade de vida ao paciente oncológico, especialmente as crianças, que se mexem bastante, e pessoas idosas, que sentem dores”. 

Por fim, a diretora da SBMN discorre sobre os três objetivos que a medicina nuclear busca cotidianamente para o cada vez mais eficaz diagnóstico e tratamento do linfoma: “São lutas constantes para conseguirmos três objetivos: a redução da quantidade de radiação, a melhora da resolução (capacidade de detecção) dos exames e a redução do tempo”.

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