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América Latina perde voz que marcou história da Medicina Nuclear na região

A Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear e Imagem Molecular (SBMN) manifesta profundo pesar pelo falecimento da Dra. María Cecilia Gil Valenzuela (1945-2025), conhecida carinhosamente como Chichi, cuja atuação transformou de maneira singular a Medicina Nuclear e a Radiofarmácia latino-americana.

Sua trajetória acadêmica e profissional iniciou-se no Brookhaven National Laboratory, nos Estados Unidos, onde consolidou bases técnicas que a acompanhariam por toda a carreira. De volta ao Chile, assumiu papel central no avanço da química radiofarmacêutica na Comissão Chilena de Energia Nuclear (CCHEN) e, mais tarde, na CGM Nuclear, conduzindo ações de pesquisa e produção que resultaram em melhorias concretas no atendimento a pacientes.

Chichi também foi protagonista na introdução de abordagens relacionadas a Teranóstico no Chile, com aplicações de PET SSTR, PSMA e terapias com radioligantes. Sua visão pioneira abriu caminho para projetos relevantes de PET no país, entre eles a incorporação de isótopos como o gálio-68, desenvolvidos em diálogo constante com especialistas de diversas instituições.

Reconhecida por sua generosidade, ética e dedicação contínua ao bem-estar das pessoas, Chichi deixa um legado que permanece vivo na comunidade científica da América Latina. A SBMN se solidariza com familiares, amigos e colegas, expressando condolências e ressaltando a relevância de sua contribuição para o progresso da Medicina Nuclear no continente.

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