Conheça a Medicina Nuclear

O que é a medicina nuclear?

A medicina nuclear é uma especialidade médica que, utilizando métodos seguros, praticamente indolores e não invasivos, emprega materiais radioativos com finalidade diagnóstica e terapêutica.
Usa quantidades mínimas de substâncias radioativas (radiofármacos) como ferramenta para acessar o funcionamento dos órgãos e tecidos vivos, realizando imagens, diagnósticos e, também, tratamentos.

O que é a SBMN?

A Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear (SBMN) – entidade filiada à Associação Médica Brasileira (AMB) reúne os médicos nucleares. Atua tanto no diagnóstico quanto na terapêutica de diversas doenças, que incluem embolia pulmonar, infecções agudas e infarto do miocárdio, câncer, obstruções renais, demências e outras.

O que são radiofármacos?

Os radiofármacos são substâncias radioativas que podem ser aplicadas pela medicina nuclear tanto no diagnóstico quanto também em tratamentos de doenças.

Existem riscos do uso de substâncias nucleares para procedimentos de saúde? Tem relação com a radioatividade de impactos ambientais?

Ao contrário do que se pode imaginar, a quantidade de radiação utilizada na medicina nuclear é muito pequena, sendo até mais seguro do que tomar um comprimido para dor de cabeça.
Esses tratamentos e procedimentos diagnósticos se tornam muito seguros, e não causam esses efeitos reversos, quando feitos apropriadamente, nem para o paciente e nem para o ambiente que normalmente é controlado pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN).

O uso de radiofármacos não causa segundas neoplasias?

Quando utilizados de forma segura, por alguém capacitado, a chance disso é muito pequena. No campo diagnóstico a chance de desenvolver uma segunda neoplasia é praticamente zero, em casos de terapias, depende de quantas terapias o paciente fez, mas em geral, a chance de desenvolvimento de uma segunda neoplasia também é pequena.

Os acontecimentos nucleares que ocorreram no Japão, tem algo a ver com a radioatividade empregada nos radiofármacos?

No caso dos acidentes nucleares são grandes quantidades de radiação. Grandes quantidades de radiação é que são problemáticas. Quando as quantidades são muito pequenas e controladas, não há problema.

Se eu tomar radiofármacos com frequência, posso ficar radioativo?

Não. As pessoas às vezes tem em mente aquela imagem do Hulk, e não ficaremos “verdes”. Além da baixa radioatividade presente nestes medicamentos, geralmente os radiofármacos não são indicados para serem tomados com frequência, por exemplo, quando você indica um tratamento com o radiofármaco. Em geral, ele é feito em dose única ou poucas doses, é diferente de medicamentos habituais que você faz em uso contínuo.

Onde é possível encontrar esses serviços?

A medicina nuclear é uma especialidade reconhecida no Brasil. Está presente em 436 serviços de MN no Brasil, entre clínicas, hospitais, centros de pesquisa que atendem a mais de um e meio milhão de pessoas por ano. Nos últimos 20 anos – desde 1995 – mais de 30 milhões de procedimentos foram realizados no Brasil com segurança e qualidade, conforme dados da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN).

Qual o caminho fazer (dentro e fora do sistema público) para chegar até o médico nuclear?

Buscar no sistema de saúde médicos que são porta de entrada, principalmente os de especialidades clínicas. Estes especialistas clínicos encaminham o paciente até o Médico Nuclear.

De que forma eles atuam no organismo?

O radiofármaco é utilizado para acompanhar o funcionamento dos órgãos e tecidos vivos como o coração, cérebro, tireoide, rins, fígado e pulmões, avaliação de doenças nos ossos, além do diagnóstico de tumores.

Afinal, para que serve a medicina nuclear?

Hoje, a medicina nuclear atua em diversas áreas como cardiologia, oncologia, hematologia, neurologia, entre tantas outras
Pode ser aplicada tanto no diagnóstico quanto no tratamento de diversas doenças.
Com o uso de substâncias a medicina nuclear é capaz de diagnosticar diversas doenças, que incluem embolia pulmonar, infecções agudas e infarto do miocárdio, câncer, obstruções renais, demências entre outros.
A medicina nuclear pode também definir o tipo e extensão do câncer no organismo, o que irá ajudar o oncologista na decisão sobre a conduta terapêutica mais adequada para cada caso (terapia alvo).
Como forma de tratamento, os radiofármacos podem ajudar a combater o hipertireoidismo ou tratamento de câncer na tiroide, dores ósseas, e também casos de tumores específicos.

Podemos aplicar o radiofármaco com outros medicamentos durante o tratamento?

Muitas vezes, os radiofármacos são usados associadamente a outros tratamentos (terapia alvo).

O que podemos ter como resultado com a contribuição dos radiofármacos para o resultado terapêutico?

Menos recorrência da doença, maior sobrevida, e sempre melhor qualidade de vida.

Há restrição de idade para um paciente de medicina nuclear?

Por serem pouco invasivos e com baixas doses, os procedimentos em medicina nuclear são indicados em todas as faixas etárias, desde a primeira infância, a adolescentes, adultos e idosos, sem representar riscos à saúde.

Qual o diferencial da medicina nuclear no campo de diagnósticos?

É a capacidade de diagnósticos funcionais.

A medicina nuclear pode ser empregada em procedimentos da pediatria?

Os procedimentos de medicina nuclear são extremamente úteis para as crianças, por serem pouco invasivos e capazes de detectar alterações funcionais decorrentes de algumas doenças, antes que outros métodos de imagem sejam capazes de realizá-lo.
Sendo assim, é possível um diagnóstico mais precoce, a introdução mais rápida ao tratamento e monitoramento da resposta terapêutica.
Um dos exames utilizados com maior frequência em crianças é a cintilografia, solicitados como ferramenta diagnóstica para estudo do sistema urinário, gastrointestinal e musculoesquelético, tanto em doenças benignas como em certos tipos de câncer.
O cálculo das doses para as crianças leva em consideração o seu peso corporal, portanto, a radiação recebida é muito baixa, sendo, na maioria das vezes, menor que a de outros procedimentos radiológicos, como a tomografia computadorizada (CT).

Quais são os tratamentos mais utilizados, seus benefícios e sua eficácia?

Cintilografia: O exame mais comum é a cintilografia que, no caso da miocárdica, mostra onde falta sangue em partes do coração, ou seja, a isquemia, que causa angina, infarto, parada cardíaca. Dessa forma, é possível diagnosticar precocemente problemas de coração e adotar os tratamentos necessários, como o cateterismo e cirurgia de safena. Nos casos de doenças oncológicas, a cintilografia pode detectar a disseminação do câncer para os ossos e outras partes do corpo, ou se houve retorno de células malignas após o fim de um tratamento. Há substâncias radioativas que emitem partículas que destroem tumores, como em alguns casos de câncer de tireoide, próstata e intestino.
PET-CT: por meio da fusão de imagens de tomografia computadorizada convencional (CT, do inglês computed tomography) ao PET (do inglês pósitron emission tomography), originou-se o método híbrido ao qual se denomina “PET/CT”.
PET-CT é uma tecnologia que utiliza os radiofármacos e atua como ferramenta de diagnóstico e estadiamento de doenças, podendo também registrar a resposta de um determinado tumor aos tratamentos cirúrgico ou quimio-radioterápico.