SBMN e CNEN realizam Workshop Radiofármacos

Data: 5/10/16 à 5/10/16
Inscrições: http://sbmnadm.org.br/webassociado
Local: Auditório da CNEN - Rua Gal Severiano, 90, Botafogo - Rio de Janeiro (RJ)
Organização: SBMN e CNEN

nota_01Atividade dá continuidade ao Plano Nacional de Expansão da Medicina Nuclear

O Workshop Radiofármacos e Medicina Nuclear em Perspectiva, será no auditório da CNEN, no Rio de Janeiro (RJ), no dia 05/10, das 9h as 16h30min.  As inscrições estão abertas, são gratuitas e podem ser feitas pelo site: sbmnadm.org.br/webassociado .

Na ocasião dos 60 anos da CNEN voltamos a discutir o Plano Nacional de Expansão da Medicina Nuclear que é uma iniciativa da Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear em parceria com o Ministério da Saúde e Ministério de Ciência e Tecnologia com o objetivo de propor um conjunto de ações integradas que visam mudar substancialmente a oferta e a qualidade dos serviços de medicina nuclear prestados à sociedade no âmbito dos serviços públicos no Brasil, melhorando a qualidade e a eficácia dos serviços hoje prestados contribuindo para a melhoria da saúde da população.

É seu objetivo fundamental aprimorar as relações entre os diversos integrantes da complexa cadeia de produção e distribuição de insumos radioativos médicos, autoridades regulatórias, serviços médicos especializados em medicina nuclear, tomadores de serviços e usuário final, bem como dos profissionais envolvidos entre si com a comunidade.

A Medicina Nuclear brasileira conta com 436 centros em operação, responsáveis pelo atendimento de mais de 2 milhões de procedimentos a cada ano. Entretanto, é notória a subutilização da medicina nuclear pela população brasileira, em especial dos usuários do Sistema Único de Saúde. Diversos são os motivos para a fragilidade da especialidade, destacando-se: (1) a alta dependência do fornecimento de isótopos médicos produzidos pela CNEN, que detém o monopólio para a produção dos radioisótopos com meia-vida superior a duas horas; (2) a ausência de reajuste das tabelas de remuneração de procedimentos de Medicina Nuclear pelo SUS desde 2009; (3) a maior parcela (82%) dos procedimentos ambulatoriais de medicina nuclear diagnóstica realizados pelo SUS são feitos na esfera privada, que precisa manter a sua sustentabilidade financeira; (4) a ausência de um plano coordenado de desenvolvimento da área médica nuclear, mesmo sendo possível observar iniciativas substanciais como o projeto do Reator Multipropósito Brasileiro e os Projetos de  Desenvolvimentos de Novos Fármacos e Boas Práticas em Radiofarmácia desenvolvidos no  IPEN.

Ao valorizar a integração entre os diversos componentes da cadeia produtiva responsável pela oferta destes procedimentos para a população, o PNEMN apontará caminhos para redução das notórias assimetrias nas ofertas de serviços e da qualificação dos profissionais envolvidos na medicina nuclear nacional. A busca de uma expansão e requalificação dos serviços prestados em instituições e hospitais públicos, busca de autossuficiência na produção de isótopos para uso médico e uma maior integração entre as organizações, permitirá que busquemos condições de atender às expectativas da comunidade.

Para detalhes da programação, clique aqui: programa-workshop